Um reino que perdeu seu rei é o cenário de uma disputa de poder entre a antiga corte aristocrática e uma nova geração cheia de esperança. O bobo da corte tenta desajeitadamente assumir o trono, enquanto temas como a superação do medo, a ânsia por renovação e o uso do poder político são explorados por meio da arte circense. Esse é o ponto de partida de Alegría, espetáculo do Cirque du Soleil em cartaz em São Paulo até 8 de novembro, no Parque Villa-Lobos.
Alegría é uma releitura do clássico homônimo criado por Franco Dragone e Gilles Ste-Croix, um dos espetáculos mais amados da companhia. O cenário de conflitos funciona como fio condutor para as acrobacias, que nesta versão foram renovadas e ganharam uma estética contemporânea. A trilha sonora, indicada ao Grammy em 1995, também é parte fundamental do espetáculo, ajudando a ressaltar a emoção proposta em cada número. As intérpretes responsáveis das canções são um espetáculo à parte, com potência vocal capaz de arrepiar e tirar o fôlego tanto quanto os números mais arriscados.
A dupla de palhaços também desempenha um papel importante na trama, fazendo conexão entre as cenas de contorcionismo e acrobacias, arrancando gargalhadas e trazendo leveza em meio à intensidade dos números. A presença de um palhaço brasileiro, que em alguns momentos utiliza expressões do cotidiano, cria uma sensação de pertencimento e aproxima ainda mais o espetáculo da plateia. A beleza da cenografia, dos figurinos e dos jogos de luzes completa a experiência sensorial, transportando o público para o reino fantástico da montagem.
Depois da temporada em São Paulo, Alegría segue para Curitiba, onde estará em cartaz de 19 de novembro a 13 de dezembro.
Uma megaprodução que viaja pelo mundo
A grandiosidade de Alegría também pode ser medida pelos números. Desde 2019, o espetáculo já foi visto por mais de 4 milhões de pessoas em dez países. Somando com o público da montagem original, já são mais de 18 milhões de espectadores em 255 cidades ao redor do mundo.
A turnê conta com 119 profissionais entre elenco e equipe técnica, reunindo pessoas de 25 países diferentes. Nos bastidores, são falados 14 idiomas. Somente no elenco artístico, são 54 artistas de 18 países: Argentina, Belarus, Brasil, Canadá, China, Croácia, Dinamarca, França, Alemanha, Mongólia, Rússia, Samoa, Espanha, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela.
A Grande Tenda (Big Top) tem 51 metros de diâmetro, e a produção viaja com mais de 2.000 toneladas de equipamentos e mais de 1.500 peças de figurino para os países onde se apresenta.
A temporada brasileira conta com apresentação da EQI Investimentos, patrocínio Master da Shell, patrocínio Gold da Zurich Seguros e Pátio Batel, rede de hotéis oficial ALL Accor, cerveja oficial Blue Moon, vinho oficial World Wine e café oficial Ritual Cafés Especiais. A realização é da IMM.
Serviço
Alegría – Cirque du Soleil
Local: Parque Villa-Lobos
Endereço: Av. Queiroz Filho, 1.315 (Bolsão B)
Temporada: de 20 de agosto a 8 de novembro de 2026
Sessões e horários:
Quarta e quinta-feira, às 20h
Sexta-feira, às 16h e às 20h
Sábado, às 16h e às 20h (*há sessão extra às 12h em datas específicas)
Domingo, às 15h e às 19h
Abertura do local: 30 minutos antes do show

