Por Marisa Melo*
A principal correlação do crescimento do mercado de arte em 2021 não foi com o crescimento da riqueza do país, mas com o crescimento do número de ricos e milionários. A crise que se viu em outros setores, passou longe do mercado de arte e, ao invés de assistir ao fechamento de casas, o que se viu foi a abertura de galerias.
A arte se tornou uma possibilidade de investimento seguro em um período de instabilidade econômica e política no Brasil, alta volatilidade do mercado de ações, fomentaram trabalhos de artistas renomados e de jovens que estão começando a se projetar.
Parte das vendas em leilão cooperou muito com o mercado secundário, o que também reforçou a suposição de que, para algumas pessoas, o investimento em arte é uma espécie de diversificação de investimento. É um ativo que ajuda a proteger o seu patrimônio.
Outro aspecto importante foi o isolamento social, que aumentou o tempo das pessoas em ambientes fechados e esse novo modo de vida criou outra relação com o espaço da própria casa. Essa forte convivência fez com que muitas pessoas pensassem em adquirir obras de arte.
2022 será ainda melhor!
*Marisa Melo é artista visual, consultora de projetos artísticos, produtora de mostras, curadora e redatora de textos curatoriais. Sua formação é em Propaganda e Marketing, Moda, Fotografia com especializações em Arte e Estética, Crítica de Arte, Gestão de Negócios e Design Gráfico. A brasileira é idealizadora da UP Time Art Gallery, galeria de arte itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para apresentar ao mundo o que há de melhor na arte contemporânea.

