A Terça Aberta no Kasulo traz, em abril – o mês do Índio -, dois trabalhos que refletem sobre questões e dinâmicas indígenas: no primeiro, Tiro, Flaviana Benjamim propõe uma ação em resposta aos massacres indígenas, que tornam o ato de matar um gesto compulsório e sem precedentes na Lei; no segundo, Cantos da Alegria e o Povo Parrir, o Grupo Sabuká Kariri Xocó e Priscila Jácomo apresentam o Toré, principal manifestação de canto e dança dos Kariri Xocó, povo indígena que vive em Porto Real do Colégio, na beira do Rio São Francisco, no Alagoas. Em seguida, acontece um bate-papo com o grupo sobre seus modos de vida, conhecimentos e lutas.
Ao som da maraca, tocada de acordo com os batimentos do coração, de modo a respeitar e seguir os ritmos da vida, o Grupo Sabuká Kariri Xocó e Priscila Jácomo, regidos por Pawanã Crody, fazem, em Cantos da Alegria e o Povo Parrir, uma dança sagrada para harmonizar o espírito coletivo. Ao final, o público é convidado a participar. O canto, a dança e a alegria têm sido ‘armas de resistência’ e fortalecido as lutas desse povo em defesa do seu território e de sua cultura, desde meados de 1700, quando tiveram os primeiros contatos com os colonizadores.
Proposta pela Cia Fragmento de Dança, a Terça Aberta no Kasulo acolhe trabalhos de dança, teatro e performance, inéditos, já estreados ou ainda em processo, em meio a um bom papo entre os artistas, com a participação do público e mediação das curadoras Vanessa Macedo, bailarina e diretora da Cia Fragmento de Dança, e Janaina Leite, atriz do Grupo XIX de Teatro.
Com entrada gratuita, a ação integra o projeto “Dança Depoimento em contágio”, contemplado pelo 24º edital do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.
Serviço:
Dia 2/4, às 20h
Terça Aberta no Kasulo, proposta da Cia Fragmento de Dança
Com Tiro, Flaviana Benjamim, e Cantos da Alegria e o Povo Parrir, com Grupo Sabuká Kariri Xocó e Priscila Jácomo
Onde: Kasulo – Espaço de Cultura e Arte (Rua Souza Lima, 300)
Ingressos: Grátis

