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Um amor pra recordar

Por Fernanda Beziaco

Olá leitores, mais uma sexta e mais um livro pra comentar.

Como estou com três leituras em andamento, hoje vou falar de um livro que li dois anos atrás, Um amor pra recordar, do Nicholas Sparks.

Para quem acompanha meus posts de literatura e leu minha crítica sobre Querido John, sabe que eu não gosto muito do tipo de romances a que ele se propõe. Porém, Um amor pra recordar, apesar dos clichês existentes, é uma boa leitura. Bem mais dramática que Querido John, isso posso afirmar.

Por que Um amor pra recordar é clichê, mas nem tanto? Primeiro, o clássico bad boy e mocinha donzela. Insuportável! Que Nicholas gosta de usar em suas histórias.

Depois, como sempre, o bad boy se transforma porque se apaixona pela mocinha linda, fofa e meiga.

O pai da meiga donzela não aprova o relacionamento, afinal, o cara não presta e a filha dele merece coisa melhor.

Ai, os amigos do ex-bad boy ficam bravos com ele, porque ele já não é mais como antigamente.

E aí o, agora, mocinho e a mocinha, se apaixonam, ficam juntos e no meio do caminho algo vai atrapalhar o romance.

No caso de Um amor pra recordar o problema no caminho é que a mocinha está doente e fadada a morrer jovem, vejam vocês.

Sei que o desenrolar que mencionei acima está superficial, mas é exatamente isso em uma versão extra resumida da história.

A única coisa que salva o livro, mas detona o filme, é que os jovens pombinhos se casam antes da mocinha morrer. Como ela está muito doente nesta altura do campeonato, ela entra na igreja de cadeira de rodas.

Bom, não é sempre que você um casamento assim.

Landon Carter, o marido, Jamie Sullivan, a esposa.

As mudanças de personalidade de Landon são sentidas facilmente, Nicholas provando que o amor muda as pessoas. A fé de Jamie contagiando Landon também é bem explícita.

Então, sim, dá pra chorar, dá pra se emocionar com a leitura, mas ela não deixa de vir carregada desses elementos (que eu estou cansada de ver/ler e ouvir).

Outro detalhe interessante, Jamie é bem mais complexa no livro do que no filme. Ao contrário de London, que é bem sacado em ambos.

Outra curiosidade, uma das versões de “Malhação”, já na época de colégio, foi baseada neste livro. Sem a parte da menina doente e do casamento. O resto foi bem parecido. Não lembro exatamente qual foi, mas foi na temporada com a Marjorie Estiano.

É isso meu povo!

Ótima sexta e não me odeiem por não gostar dos romances do Sparks ;)

Sobre o Editor

Fernanda Beziaco
fernanda@matracacultural.com.br

"Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos" - Carlos Drummond de Andrade

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