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???THE LABYRINTH: A #BURLESQUE RE-IMAGINING – Geekenders

Por Aline Iantorno

Olá leitores do Matraca!

Meu nome é Aline e atualmente estou morando em Vancouver, Canadá, e quero compartilhar com vocês o que tem de mais legal acontecendo na cena cultural desta, que é uma das cidades mais cosmopolitas e estimulantes da América do Norte.

Meu primeiro post será sobre a primeira peça que assisti aqui.

O grupo Geekenders é uma sensação Cult aqui, uma trupe que explora o universo Geek (outrora chamado Nerd), utilizando o estilo sic “nerdlesque”, um burlesco nerd, por assim dizer.

Compramos o ingresso por U$ 22 dólares canadenses, algo próximo a R$ 50,00. A apresentação aconteceu no The Rio Theatre, que cheira a pipoca amanteigada e carpetes antigos. É muito mais que um teatro, pois tem em seus “highlights”, além de apresentações teatrais, exibição de filmes e eventos via satélite.

Lab

Quando cheguei ao teatro, cerca de uma hora antes do início do espetáculo, já havia uma fila com aproximadamente 30 pessoas esperando para entrar. Não haviam lugares marcados, então escolhi uma poltrona no meio do teatro e esperei alguns minutos até o inicio da apresentação.

Foi minha primeira experiência com o teatro burlesco, mas tenho que dizer que me apaixonei.

O estilo burlesco descende diretamente da “Commedia dell’arte” italiana, que significa “farsa” ou “burla”. É uma encenação completamente cômica e satírica.

O filme no qual a peça é baseada, Labirinto – A Magia do Tempo (título em português), de 1986, dirigido por Jim Henson (criador do The Muppets), foi estrelado pela jovem Jennifer Connely e David Bowie. Se você não assistiu, vale a pena!

A apresentação foi dividida em dois atos, o primeiro longo, com cerca de 1h30,  e o segundo com aproximadamente 30 min.

De inicio já se tem noção do que se pode esperar. Não há nudez completa, mas por muitas vezes, todas as atrizes ficam sem seus sutiãs.

O tempo todos os personagens são exagerados em suas performances, o que deixa tudo muito engraçado. Os anos oitenta fornecem uma grande possibilidade de sátiras.

Pontos altos (e aqui vão alguns spoilers do filme): o personagem Jareth, Rei dos Duendes, é interpretado pela atriz Dracco Muff-Boi, usando as calças icônicas vestidas por David Bowie (a pesquisa no Youtube para a música Magic Dance vale muito a pena para entender do que eu estou falando). Ela faz um excelente trabalho, exagerando nas expressões (ou a falta delas) de Bowie.

Labyrinth-Preview

A personagem Sarah, interpretada pela atriz Ginger Femmecat, tem pontos engraçadíssimos, explorando caras e bocas da, então adolescente, Jennifer Connely.

O texto tem referencias atuais, como: redes sociais e música. A apresentação também tem alguns passos coreografados de dança (bem simples) e dão certo ritmo à peça.

O espetáculo conta com uma seleção de música que inclui, além de David Bowie, bandas como The Killers, Lady Gaga, Gnarls Barkley.

O resultado da apresentação é muito interessante: atores muito dedicados e desejando se expressar artisticamente, sem o peso da vaidade ou sexualidade exagerada. Foi uma experiência memorável que, com certeza, quero repetir.

Quem sabe eles não vão para o Brasil?

E vocês, já assistiram alguma peça ou encenação burlesca?

Até a próxima!

Sobre o Editor

Antonio Saturnino

Atleta frustrado, jornalista por formação e "cantor" de karaokê nas horas vagas. Sou apaixonado pelas diversas manifestações artísticas, porém com uma relação mais íntima com a música. É ela quem dá ritmo à minha vida e se encarrega de escolher a trilha sonora adequada para cada momento.

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