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Rio de Janeiro, cidade maravilhosa e cheia de mistérios

Por Marco Barone

O Rio de Janeiro continua lindo...Retomando o assunto que comecei com São Paulo, vou falar um pouco de algumas curiosidades da cidade do Rio de Janeiro. Como havia me comprometido e não consegui cumprir com o calendário, vou falar das seis maiores cidades do Brasil, além de São Paulo e Rio de Janeiro, as próximas serão Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte.

A ideia é apresentar alguns fatos curiosos e um pouco de cultura inútil relacionada a essas cidades. Só para esclarecer, assim como São Paulo, o Rio de Janeiro é o nome da capital do estado do Rio de Janeiro. Fluminenses são todos os nascidos no Estado do Rio de Janeiro, quando o termo se refere apenas aos que nascem na cidade do Rio de Janeiro, é carioca, que, em do tupi, significa “casa de branco”.

Conhecida por Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro é a segunda maior cidade do Brasil (só perde para São Paulo). É, sem dúvida, a cidade brasileira mais conhecida no Exterior e maior destini do turismo internacional no Brasil. De acordo com o último Censo, tem uma população de 15.989.929 de habitantes, são quase 30 mil casamentos por ano e cerca de 8 mil separações e divórcios. Uma frota perto de 1,8 milhões de carros, caminhões e caminhonetes (um para cada 8,8 habitantes). O Rio de Janeiro é capital com maior número de pessoas desaparecidas, são cerca de 17 pessoas por dia. A cidade do Rio de Janeiro foi eleita a “Cidade Mais Feliz do Mundo’” pela Revista Forbes em 2009.

A música “Cidade Maravilhosa” é uma marcha composta por André Filho e arranjada por Silva Sobreira para o Carnaval de 1935. Esse adjetivo foi dado pelo escritor maranhense Coelho Neto como uma homenagem às suas belezas naturais. Seu título foi inspirado em um programa de rádio de grande sucesso à época, apresentado por César Ladeira, no qual ele lia as “Crônicas da Cidade Maravilhosa”, escritas por Genolino Amado.

A cidade é cheia de maravilhas da natureza. Para onde se olha se vê uma coisa mais bonita que outra, seja feita pelo homem ou pela natureza. A cidade foi fundada em 1º de março de 1565 com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro. O nome foi uma homenagem a Dom Sebastião 1º, o rei menino português, que contava então 11 anos. Aliás, São Sebastião é o padroeiro da cidade. A Baía da Guanabara foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1º de janeiro de 1502.

Como muitas grandes cidades brasileiras, o Rio de Janeiro foi durante muito tempo uma cidade pequena e acanhada, só vindo a ganhar o status de metrópole com a chegada da família real portuguesa em 1808. A cidade foi capital do Brasil de 1763 a 1960. A chegada da família real deixou o Rio ficou ainda mais bonito. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por exemplo, foi fundado pelo príncipe regente D. João VI em 1808. Outra “herança” da família real portuguesa é o sotaque da cidade. O “r” aspirado e o “s” chamado palatal (para pronunciar, encosta-se o dorso da língua no céu da boca) era comum na “Corte” e foi adotado pelos cariocas. Talvez, por isso, a cidade seja a segunda maior população de portugueses do mundo, só perdendo para Lisboa.

O Rio tem algumas “cidades-irmãs” pelo mundo, entre elas Barcelona, Atlanta, Seul, Istambul, Buenos Aires, São Petersburgo e Jerusalém. O ponto mais visitado do Rio é o Cristo Redentor. Fundado em 1931, fica a 709 metros acima do nível do mar e é considerado uma das maravilhas do mundo moderno.

Em junho de 2008, a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro realizou uma eleição para a escolha da árvore-símbolo do município. A espécie vencedora foi a Cariniana ianerensis, nome científico do Jequitibá-açu, que alcançou 55% dos votos.

Falando em turismo, a capacidade do bondinho do Pão de Açúcar é de 75 passageiros. O percurso entre um morro e outro é de 1,4 mil metros. Segundo alguns estudiosos, o nome do Pão de Açúcar nasceu da semelhança no formato do morro com os blocos de açúcar que antigamente eram exportados para Portugal. O morro é um monólito (rocha única) com 395 metros de altura formado há mais de 600 milhões de anos.

Os dois bairros mais famosos da cidades tem nomes com origem e significados curiosos. Copacabana significa “mirante do azul”, na língua quíchua. Existe na Bolívia uma localidade com o mesmo nome. Já Ipanema significa “água ruim e sem peixes” em tupi-guarani. Mas, talvez, o nome que tem a origem mais estranha é Realengo. O bairro, na verdade, se chamava Real Engenho. Mas na estação de trem estava escrito Real Engº. Como o povo começou a ler “Realengo”, ficou assim.

Beleza por todos os lados: o site “AskMen”, que possui cerca de 5 milhões leitores, elegeu Copacabana como a praia mais bonita do mundo; pesquisa elaborada pelo site “The Blue Sky Explorer” escolheu, entre 19 concorrentes em seis continentes, o céu do Rio de Janeiro como o céu mais azul do mundo seguindo os critérios do NPL – The Nacional Physical Laboratory.

A Igreja Nossa Senhora da Candelária é a mais antiga do Rio de Janeiro. Sua pedra fundamental foi colocada em 1630 e a obra, em estilo neoclássico, é cópia da Igreja de São Pedro, em Roma. Sua cúpula foi feita com 1,4 mil pedras e pesa cerca de 600 toneladas. A rua mais antiga do Rio é considerada a antiga Rua Direita, no Centro, hoje chamada de 1º de Março.

A Rocinha é maior favela da América Latina. Ela ocupa uma área de 722 mil metros quadrados, entre os bairros da Gávea e de São Conrado e, segundo o IBGE, tem 45 mil habitantes, três vezes menos que as estatísticas dos próprios moradores.

É claro que há muito mais curiosidades e cultura inútil sobre a cidade do Rio de Janeiro. Mas como faço em muitos dos meus posts, deixo o gostinho de “quero mais” no ar. Quem sabe um dia volto com o assunto.

Sobre o Editor

Antonio Saturnino

Atleta frustrado, jornalista por formação e "cantor" de karaokê nas horas vagas. Sou apaixonado pelas diversas manifestações artísticas, porém com uma relação mais íntima com a música. É ela quem dá ritmo à minha vida e se encarrega de escolher a trilha sonora adequada para cada momento.

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