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Três musicos que encantam – Projeto Galpão

Por Mayra Bortone

Bruno Conde , santista,  gravou seu primeiro disco em 2008, chamado Luz ou Poesia. Este, ainda que considerado experimental pelo próprio, já trazia características de suas músicas e composições que mais tarde entrariam em seu segundo trabalho, o disco Prisma, gravado em 2011, com a participação dos intérpretes Larissa Finocchiaro e Celso Lago.

Sempre Bruno “brincou de fazer música”, desde as composições informais com sua irmã Cami Conde, até os projetos nos quais trabalha atualmente [embora ainda, muitas vezes, em parceria com a irmã].

Em julho de 2012, Bruno protagonizou, junto à amiga Bianca Obino, o projeto Bês de Brasil, em Porto Alegre. Em shows com canções também autorais, a dupla se apresentou na Fundação Ecarta e pretende realizar uma nova temporada em outubro deste ano. Além de continuar as gravações do Galpão com Kleber.

Kleber Serrado, paulistano [santista de coração] Primeiro disco foi Amor Urbano, lançado em 2006. Este – que foi gravado com recursos de seguro-desemprego e fundo de garantia – trazia canções mais populares, segundo o cantor, e tinha a intenção de funcionar como seu cartão de visitas ao mundo da música. Em 2012, lança Dois polos, uma vertente, seu segundo álbum, com produções de Theo Cancello e Toninho Ferreira. Para Kleber, os discos têm um propósito específico de existir, refletindo as fases de suas vida e carreira. “Quando a gente atinge o ponto desejado, a gente faz outro, que vai tocar n’outro ponto”, disse ele.

Kleber está em temporada de shows no Sesc Bertioga, como intérprete do espetáculo Um mais um é mais que dois, até abril. E segue as parcerias com Bruno e Theo.

Theo Cancello, santista, Bacharel em piano, tem vasta experiência com a música. Tocando nas noites paulistanas e santistas, tendo passado por bandas de jazz e blues, trabalhou também com o grupo Fat Family, e hoje, faz música “sem preconceitos” – como ele mesmo diz – atuando como produtor, em seu estúdio próprio, o TCS.

 Theo ainda mantém um trabalho com o Trio Sambalia [unido a Glécio Nascimento no     baixo e Kinho Batera na bateria] que traz o samba jazz como referência. Como  pianista, faz trabalhos diversos pela cidade de Santos. “Lá tem muito pianista maluco, me chamam porque eu sou um pouco mais são e toco direitinho”, brincou Theo modestamente. Ele, que compõe do erudito ao popular e tem como influência desde Bach e Beethoven a Raul Seixas, Beatles e Chico Buarque, está hoje na produção do Galpão, com os já apresentados Bruno e Kleber.

 Com um trio de tal quilate, não seria possível que o projeto não tivesse um altíssimo  padrão de qualidade. Os amigos, que já gravaram nos quartos e até banheiros das próprias casas, hoje estão galgando um lindo lugar ao sol. E não somente sob o sol de Santos, mas debaixo de todo o céu musical que está de braços abertos para recebê-los lugares afora.

 Kleber e Bruno se conheceram quando ambos produziam seus segundos discos e, simultaneamente, conheciam também ao Theo, que auxiliou nas produções. O próximo projeto, que levará o nome de O Mapa dos Sete Céus, será a concretização efetiva de uma parceria que já vem dando mais do que certo. Com canções autorais e de amigos, Bruno e Kleber já começam a gravar este trabalho, com a produção de Theo. Trará uma mensagem especialmente brasileira, retratando a cultura e o folclore do País, como registro de todas as influências que trazem intrínsecas neles.

Sobre o Editor

Mariana Bernun

Jornalista e publicitária. Amante de esporte e cultura e Blogueira no Matraca Cultural! @maribernun

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