You Are Here: Home » Editorias » Otto: um ser visceral

Otto: um ser visceral

 Por Mari BernunDSCN7182
Pensei em como ser o mais correta possível nesta descrição de Otto, ou melhor, em relação à sua performance no último sábado (11/02), no SESC Pinheiros. Esta preocupação é devido ao show do pernambucano ser algo a parte do que já presenciei até hoje. A interação do músico com o público é o que demonstra o respeito do artista com “a gente” – meros espectadores-. Portanto, decidi que o ponto alto de Otto é, sem dúvida alguma, sua presença de palco. Sua verdade.

O show começou no horário e, como esperado, ninguém respeitou os lugares marcados. Claro, pois um show de Otto não tem como ficar sentado. Assim como prometido nas redes sociais do músico, a primeira parte do show foi toda com músicas do álbum Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, de 2009, e agora lançado em LP. Entre os intervalos das canções, Otto falou sobre São Paulo, política, pichação, La La Land, histórias da banda e principalmente sobre o sentimento dele em tocar ali para aquele público.

DSCN7212

Durante falas, músicas e devaneios, o cantor não parava. Ele corria tanto no  palco que eu pensava: não vai sair uma foto  descente para o post (rs). Certo  momento do show uma moça, que parecia já ter ido em vários do cantor,  comentou com  uma amiga: “ele tá muito emotivo e sensual nesse show, não  tá? ”. É isso! Eu pensei, este é mais uma das características  FORTES do  músico. A reboladinha que todos gritam empolgados e o choro que todos se  calam.

Na segunda parte do show entraram músicas mais animadas, passeando  entre o maracatu, samba e cânticos, sem      perder a força dos instrumentos que  contempla os músicos Marco Axé e Malê (percussão), Junior Boca e  Alexandre Guri   (guitarras), Bactéria (teclados), Hugo Carranca (bateria) e  Rian Batista (baixo). Teve ainda a participação de Julia    Valiengo, mostrando  todo seu talento e graciosidade.

Se você ainda não conhece o álbum poderá ouvir aqui no Spotify do músico. Te  garanto uma coisa, são letras fortes e com  uma musicalidade ímpar. É um  álbum elogiado, inclusive pelo New York Times.

  Bis:
Foi incrível. Otto saiu e deu espaço para que Marco Axé ficasse nos vocais com todo o resto da banda no palco pulando e    se divertindo muito. Show nota 10!

DSCN7205

Sobre o Editor

Mariana Bernun

Jornalista e publicitária. Amante de esporte e cultura e Blogueira no Matraca Cultural! @maribernun

Número de Postagens : 112

Matraca Cultural © 2012 Todos os direitos reservados.

Scroll to top