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Orgulho e Preconceito – Um pouco do amor no século XIX

Por Dayane Andrade

Orgulho e Preconceito, escrito por Jane Austen, é uma história de amor ambientada na sociedade aristocrata do século XIX, na Inglaterra.

O que uma jovem desta época podia esperar? Basicamente, encontrar um marido que tivesse posses e pudesse sustentá-la da melhor maneira possível. O que um pai e uma mãe de cinco mulheres poderiam esperar? Que suas filhas casassem o quanto antes para que não morressem a míngua e os deixassem sem cuidado algum.

Pois bem, esta situação não é muito agradável, mas naquela época era algo muito comum. Então, todas as moças não podiam ver homens dando sopa que já pensavam logo em se casar; as filhas de famílias sem muitas posses mais ainda. Afinal, depois de certa idade já eram consideradas um estorvo para a família.

A personagem principal Elizabeth Bennet, é a segunda filha de cinco irmãs. Apesar de já ter idade para casar, este era seu menor interesse. Ela gostava de ler, aprender, mas os poucos recursos que sua família dispunha e a falta de interesse de sua mãe, não lhe deram muitas chances de aprendizado, diferentemente do que acontecia com as mulheres da alta sociedade.

Portanto, quando a jovem Lizzie passa a conviver com alguns aristocratas, o preconceito é algo muito evidente pela sua falta de “educação e cultura”. Já o orgulho, ah orgulho! Este é um sentimento que alimenta a relação de Elizabeth e o Sr. Darcy, jovem, rico e melhor amigo de Sr. Bigley, homem por quem a irmã mais velha de Elizabeth se apaixona.

Como sua irmã mais velha poderia casar-se com um nobre rapaz tendo uma família sem qualquer um dos modos mais cobiçados pela alta sociedade? Como enxergar qualidades e amar uma pessoa que não possui um bom dote? Como fazer parte de uma família que a mãe instiga as filhas de apenas 16 anos a casarem-se em vez de se preocupar em educá-las?

Estas e outras questões são muito difundidas ao longo da narrativa. Jane Austen faz o impossível transforma-se no possível; construindo uma história de amor no meio de tantas conveniências da sociedade. Esta história nos faz refletir até que ponto tomamos nossas atitudes baseados no que é bom aos olhos da sociedade.

Este livro é um clássico da literatura, portanto se você ainda não o leu, indico que o faça antes de assistir uma das adaptações do enredo para o cinema. Você vai conseguir perceber muito mais estas questões da sociedade aristocrata no livro do que no filme. Não que o filme seja ruim, ele é muito bom. Mas, conta a história de uma forma mais resumida e com alguns ajustes necessários para um romance hollywoodiano.

Fique com o trailler do filme e boa leitura!

Sobre o Editor

Dayane Andrade

Jornalista, pós-graduada em Teorias e Práticas da Comunicação. Atualmente sou consultora de mídias sociais. Adoro poesia, clássicos da literatura brasileira e estrangeira. Enfim, um bom livro é sempre uma ótima companhia!

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Comentários (2)

  • Estel Santiago

    ótimo texto, dayane! é um dos livros (e filmes) em minha longa lista de pendências.

    mas tua resenha me fez passá-lo na frente de alguns outros… obrigado!

  • Dayane Andrade

    Que legal, Estel. Você não vai se arrepender de passá-lo na frente! E eu que agradeço pela participação aqui no blog. Beijão! :D

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