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“O Detetive Católico” esclarece dúvidas e mitos sobre o catolicismo

Por Mariana da Cruz Mascarenhas 

o detetiveFoto divulgação 

Criada há mais de dois mil anos, a Igreja Católica é considerada a mais antiga das instituições em funcionamento. Fundada por Jesus Cristo, que anuncia ao apóstolo Pedro para que este edifique a sua igreja, tornando-se assim o primeiro papa, ela surgiu em Roma e, no começo, sofreu fortes influências do Império Romano.

Durante aproximadamente três séculos, os cristãos foram violentamente perseguidos – muitos assassinados – pelos romanos. As perseguições chegaram ao ápice durante o governo do imperador Nero, que mandou hostilizar e torturar muitos cristãos em espaços públicos, além de ordenar a execução de Pedro na cruz.

Todos estes atos violentos só vieram a cessar no ano de 313, quando o imperador Constantino deu liberdade de culto aos cristãos e, em 390, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano.

Mas a Igreja ainda passaria por muitas adversidades, como o surgimento da Reforma Protestante, um movimento reformista cristão que passou a contestar diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana e deu origem ao surgimento de outros movimentos como o calvinismo, de João Calvino, o luteranismo, de Martinho Lutero, o anglicanismo, do Rei Henrique VIII, da Inglaterra, entre outros.

E, depois de diversas perseguições, a instituição também passou por uma fase mais opressora no período da Idade Média, com a chamada Inquisição, uma espécie de tribunal eclesiástico que funcionava dentro da Igreja Católica com o intuito de julgar aqueles que fossem contra os seus dogmas – os chamados hereges. Milhares de pessoas foram executadas nesta época, sendo mandadas à fogueira, sob ordem da Igreja, por praticarem atos como bruxaria, heresia e etc.

Mas o tempo passou e a instituição mudou – inclusive o próprio Papa João Paulo II chegou a pedir perdão em nome da Igreja Católica pelas atrocidades cometidas durante a Inquisição. Hoje o catolicismo é dotado de um diálogo mais aberto e complacente para com os seus fiéis, não abandonando, é claro, seus preceitos dogmáticos. O próprio pontífice atual, Papa Francisco, vem tocando em questões até então consideradas tabus pela Igreja e enfatizando que ela está sempre de portas abertas a todos aqueles que buscam a Cristo, ressaltando que é a Igreja da salvação e não da condenação.

Essas e muitas outras questões são exploradas numa linguagem simples e ao mesmo tempo bem aprofundada na obra O Detetive Católico, escrita por Valdeci Toledo. Lançado pela editora Ave-Maria, o livro não só conta a história do catolicismo, como explicita muitas dúvidas e mitos que católicos e não católicos apresentam nos dias de hoje relacionadas às posições da Igreja diante de certas escolhas como o uso da tatuagem, se os que não seguem a sua pregação realmente são condenados ao inferno, o que é considerado uma heresia, entre outras.

Em 296 páginas, o autor aborda muito bem essas e diversas outras questões num formato pergunta e resposta, de modo a deixar claro para os leitores que, ao contrário do que muita gente pensa, o catolicismo não é a religião unicamente das proibições e restrições, alterando o conceito generalizado que muitos apresentam a seu respeito. Afinal, a época da Inquisição já acabou.

Sobre o Editor

Mariana Mascarenhas

Formada em Jornalismo, especialista em Comunicação Organizacional, trabalho atualmente como Assessora de Comunicação. Também concluí cursos de Linguagem Cinematográfica, Teatro e TV, Designer, Fotografia Digital, entre outros. Sou apaixonada por cultura, principalmente por cinema, teatro e exposição, e adoro analisar os filmes, peças e mostras que vejo. Contato: mariana@matracacultural.com.br

Número de Postagens : 199

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