You Are Here: Home » Editorias » O retrô e o moderno se unem no show do Kraftwerk

O retrô e o moderno se unem no show do Kraftwerk

Por Juliana Maffia

Os paulistas ganharam um show do lendário Kraftwerk meio que sem querer. A banda confirmou presença no Sónar SP depois do cancelamento do show da Björk , devido a problemas nas cordais vocais da cantora islandesa. Mas mesmo tendo vindo ao Brasil por acaso, Kraftwerk mandou bem cantando seus sucessos no show 3D que realizou na última sexta-feira, 11 de maio.

A banda alemã, para aqueles que pouco conhecem, simplesmente foi quem criou a música eletrônica. Se as pessoas escutam musicas duvidosas como as que o David Guetta faz, saiba que a culpa é deles. Mas é por causa deles que existem outros músicos incríveis como Daft Punk e Justice (e milhares mais). Eles foram os primeiros a criar músicas com letras minimalistas, utilizando apenas os sintetizadores. Mas isso não fazia da música do Kraftwerk simples, entre os temas abordados pela banda estava a tecnologia, a vida moderna e o pós-guerra.

É importante que tenhamos em mente a nacionalidade da banda, que surgiu na Alemanha, antes de assistirmos ao show. Isso por que a apresentação deles é fria. O Kraftwerk sobe no palco e faz seu show de forma impecável, mas eles não falam com a plateia, sequer tiram os olhos dos instrumentos.

Na apresentação, somos bombardeados com um hit atrás de outro. Eles tocaram de tudo começando com The Robots passando por Computer World, Autobahn, Tour de France e muitas outras até finalizar com Music non Stop. Entre as músicas conhecidas senti falta de Das Model e Popcorn (um cover). Enquanto a banda tocava, como pano de fundo, éramos agraciados com imagens em 3D que passavam no telão. Sem saber o que esperar, fiquei surpresa ao ver que eles uniram o futurista ao retrô, apresentando vídeos vindos diretamente dos anos 70 e 80. Robôs e manequins que saiam da tela em direção ao público.

Me senti num parque de diversões nos anos 70. O show do Kraftwerk é daqueles que você precisa assistir apenas uma vez na vida, afinal ele não mudará muito com o passar dos anos. O 3D não trouxe muitas inovações. O que importava mesmo era a música, que foi tocada sem deslizes. Mesmo com apenas um integrante original da banda, Kraftwerk ainda manda bem no que faz!

Foto retirada do álbum do Facebook do Festival.


Sobre o Editor

Ju Maffia
juliana@matracacultural.com.br

Formada em jornalismo, trabalhadora braçal da área de Social Media. Poderia passar o dia assistindo um filme atrás do outro. Mas essa vida não tá facil pra ninguém ;) Também adoro conversar sobre filmes que vi/curto então abusa da caixinha de comentários!

Número de Postagens : 220

Matraca Cultural © 2012 Todos os direitos reservados.

Scroll to top