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Jorge Vercillo: mais do mesmo… sempre bom

Por Antonio Saturnino

Há algum tempo eu estava com uma amiga viajando para Sorocaba para assistir um show. Conversamos sobre música em geral e começamos a falar sobre o Jorge Vercillo. Ela comentou que, para ela, os trabalhos dele eram sempre mais do mesmo.

Algumas semanas atrás estava ouvindo o álbum mais recente do cantor, D.N.A, lançado em 2010, e não é que minha amiga tinha alguma razão? Ele tem uma identidade muito particular em suas músicas e essa característica se repete na maior parte das composições. Algumas melodias têm as levadas semelhantes e as letras também seguem caminhos parecidos.

No último final de semana o músico se apresentou no projeto “Sons da Nova”, promovido pela Rádio Nova Brasil. Nesse show, ele conseguiu tirar o conceito de repetitividade da minha cabeça. Quem foi ao show esperando ouvir mesmisses e canções “clássicas”, talvez tenha se desapontado. Jorge Vercillo não interpretou seus maiores sucessos “Que nem maré” ou “Fênix” e isso de forma alguma me desapontou.

O momento mais marcante foi a performance de “Há de ser”, primeira faixa do CD D.N.A. No álbum, essa canção tem a participação especial de um dos maiores nomes da MPB, Milton Nascimento, e será a próxima música de trabalho deste disco.

Na verdade ele não é um cantor repetitivo, e sim um cantor singular e com características próprias. Mas, ainda que fosse mais do mesmo, por que seria um problema se esse “mesmo” fosse sempre bom, como é de fato?
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Sobre o Editor

Renniê Paro

Jornalista, assessora de comunicação e poetisa nas horas vagas. Amante de esportes, principalmente artes marciais. Última paixão? O boxe. Encaro os treinamentos como encaro a vida: de frente, sem medo. Unindo a força à inteligência. Teatro, cinema e livros são paixões. Amigos? Poucos e bons, sempre por perto. Família é a base de tudo. A vida? Uma verdadeira diversão, repleta de possibilidades

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Comentários (7)

  • Murilo Mendes

    Uma vez me falaram assim: “O Jorge Vercilo?! Ele é tipo um Djavan. Só que pior!”

    Concordo. Acho ele um pé no saco… hehehe

  • Fabiana

    Não acho um pé no saco como o amigo aí em cima, mas também não sou fã do cara.
    Algumas músicas se salvam, mas nunca teria uma pasta com músicas dele no meu computador ou celular.

  • Antonio Saturnino

    ssaturnino

    Acho que mtas vezes a análise é com base no que toca nas rádios. Tem mta música dele que é muito boa, mas não virou hit.

  • carmen lucia m.meirelles

    Eu gosto dele,as vezes posso não gostar de uma música ou outra mas sua voz me encanta.Acho que ainda falta pra ele é um grande hit.Mas ele tbm não é o tipo de cantor que faz música só pra agradar o mercado.

    • Antonio Saturnino

      ssaturnino

      Ele teve Que nem Maré, que foi um grande hit. Mas é fato que as músicas dele atualmente não sejam algo puramente comercial. Claro que ele quer agradar o público, mas ele não é do tipo que mudaria seu estilo para ser apensa mais vendável.

  • Nelson Takeyama

    No início da carreira dele eu jurava que era o Djavan no rádio. Em pouco tempo ele tava em uma vibe que prometia ser melhor do que Djavan, mais eclético do que os intermináveis tchubidubidu que o Djavan descascava em todas as suas músicas. Hoje, em função até do pouco conhecimento de sua obra que não toca em rádio, ele me parece ser repetitivo sim.

    • Antonio Saturnino

      ssaturnino

      O grande problema é justamente o pouco espaço na mídia. Ele tem muitas coisas bacanas (claro que nunca fogem do estilo dele), mas o que chega ao público é sempre o mais do mesmo.

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