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Gal Costa, uma força estranha no ar

Por Antonio Saturnino

Após cancelar sua participação na Virada Cultural de São Paulo, Gal Costa voltou a subir aos palcos. No último mês, em 24 de maio, ela se apresentou, dessa vez no HSBC Brasil, mesmo sem estar completamente recuperada de uma faringite que a acometera. No repertório estavam as faixas do álbum Recanto, que também dá nome ao espetáculo, apenas com composições de seu conterrâneo e companheiro dos tempos de Tropicália, Caetano Veloso.

As primeiras canções já mostravam uma Gal com uma certa rouquidão na voz, algo que não condiz com a memória que temos dos belos agudos da baiana. Na quarta música, Divino maravilhoso, essa dificuldade ficou ainda mais visível. Ela parecia não ter controle da voz, mas terminou corajosamente. Antes de passar para a próxima música confidenciou: “Estou me recuperando de uma laringite, faringite e todos esses ‘ites’. Mas vamos lá, vamos fazer um show bonito”.

Na canção seguinte ela interpretou o sucesso Folhetim, dividindo os vocais com o público, que parecia lhe dar todo apoio, pelo grande esforço que ela fazia para fazer aquela noite valer a pena. A cantora soube aproveitar do “novo timbre” e usou a rouquidão para fazer belas interpretações de O amor, Baby, Valor Barato e Um dia de domingo,nessa fazendo a voz grave de Tim Maia, com quem fez o dueto da versão original da canção.

Lá pela sétima canção, Gal já conseguia empregar melhor suas técnicas e controle da voz e brincou: “Agora as cordas vocais estão me obedecendo”. Prosseguiu o show, arrancando aplausos o ovação a cada canção. Mesmo com todas as dificuldades, ela ainda voltou para o bis, e fechou a noite com a Mansidão, do novo disco, Meu bem, meu mal e Força Estranha. Esta última foi a mais propícia da noite e, com certeza, os versos “Por isso uma força me leva a cantar. Por isso essa força estranha no ar. Por isso é que eu canto, não posso parar” tiveram um poder especial para a ocasião.

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Sobre o Editor

Antonio Saturnino

Atleta frustrado, jornalista por formação e "cantor" de karaokê nas horas vagas. Sou apaixonado pelas diversas manifestações artísticas, porém com uma relação mais íntima com a música. É ela quem dá ritmo à minha vida e se encarrega de escolher a trilha sonora adequada para cada momento.

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