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Show alegre para uma notícia triste: a despedida de Frejat do Barão Vermelho

Por Mari Bernun

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Fotos: Herick Alencar

Recentemente recebemos a triste notícia que Frejat não seria mais vocalista do Barão Vermelho. Fiquei chateada, confesso. Para mim Barão é muito icônico, justamente pelas figuras Cazuza e Frejat. O fato é que no lugar dele entra agora Rodrigo Suricato, que é um excelente músico também, mas que talvez atraia os jovens recém-chegado ao rock. Ao público das antigas pode ser que a formação não agrade.

E para entender como Frejat levaria esta saída, fomos cobrir um dos três shows que o cantor fez no Sesc Pinheiros na última sexta (07/04). Eu já havia, até então, visto dois shows do cantor e fui com a pretensão de que seria apenas mais um. Tapa na cara!

Logo antes de começar a primeira música, Frejat já deu indícios que o show seria agitado: “Pessoal este vai ser um show dançante, então quem quiser levantar na lateral, bora”.

E assim foi, a apresentação foi extremamente “dançante” e única. De 22 canções, apenas duas foram lentas. Foi puro Rock roll e, apesar do público sentado, a agitação era perceptível e o coro parecia ter ensaiado. A escolha das músicas do set list foi muito acertada!

Frejat iniciou o show com “Maior Abandonado”, na sequência soltou a voz com “Você Não Entende Nada”, de Caetano Veloso e, sem respiro, agitou muito o público com “A Minha Menina”. Assim ele conquistou todos, mesclando entre hits autorais e de colegas da MPB como: Rita Lee, Tim Maia, Roberto Carlos e Adriana Calcanhoto.

Ponto alto do show foi quando Frejat apresentou de maneira misteriosa a próxima canção que eles tocariam: “Agora vamos tocar uma música de um cara que sem a existência dele nós não estaríamos aqui (…) Alguns são feito de outros, nós somos feito disso”. Foi então que a guitarra e a bateria anunciaram que ele falava de Raulzito. “Como Vovó já Dizia” de fato fez a galera cantar alto. Principalmente de um fã que gritou antes mesmo de começar a primeira nota: “Toca Raul” (sempre tem um). Rs

Além de reverenciar Raul Seixas, homenageou também Cassia Eller e Cazuza com “Malandragem” e Roberto Carlos com “Quando”, dois momentos que também merecem destaque.

Ao final com “Pro dia Nascer Feliz”, bis do show, todo o público já estava em pé e amontoados na beira do palco. Neste momento eu tive a certeza que independe de estar ou não com a formação do Barão, Frejat sabe agitar a galera ainda e sabe o que o público gosta. Há quem diga que o show possa ser comercial, eu digo que ele quer se divertir no palco e divertir o público. Missão Cumprida Frejat, obrigada! ; )

Sobre o Editor

Mariana Bernun

Jornalista e publicitária. Amante de esporte e cultura e Blogueira no Matraca Cultural! @maribernun

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