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Feminejo de Marília Mendonça une as diferenças

Por Antonio Saturnino

Marília Mendonça 6

Primeiramente quero deixar bem claro que o objetivo deste post, bem como tudo que publicamos, não é empurrar nossa opinião goela abaixo. Você pode ou não concordar com o que escrevemos. Mas há algo que não dá para negar: o feminejo chegou para quebrar muitas barreiras e preconceitos que ainda existiam no mercado fonográfico.

Na última semana, na madrugada de quinta para sexta-feira, fui assistir ao show da cantora Marília Mendonça no Villa Country, justamente para entender a dimensão que este “movimento” alcançou.

Uma coisa que me deixou positivamente impressionado foi ver um público sertanejo totalmente renovado. Havia casais gays, lésbicos, héteros, solteiros convictos, as patricinhas e mauricinhos, a galera do povão, todos convivendo em um mesmo espaço e respeitando o espaço de cada um. Só por esta união de “tribos”, o movimento já merece um super joinha.

Quando Marília Mendonça subiu ao palco, com aquele vozeirão e uma beleza fora dos padrões midiáticos, cheguei a me arrepiar. A plateia retribuiu o carinho da artista, cantando cada um dos sucessos de peito aberto. Vez ou outra era possível ouvir alguém comentar: ela canta a minha vida.

Ela não se apresentou apenas para mostrar o seu trabalho. Ela representou todo o movimento. Além dos sucessos Como Faz Com Ela, Eu sei de Cor, Infiel, Sentimento louco, entre outros, ela interpretou canções de Maiara e Maraisa, Nayara Azevedo, Paula Mattos e Simone e Simaria.

Quando fui embora, a casa ainda estava completamente lotada. As pessoas pareciam ter esquecido que trabalhariam no dia seguinte.

Se você não tem coragem de assumir que gosta, não se envergonhe, pois não estará sozinho. Se você não gosta, não julgue o coleguinha. Mas vamos aplaudir o movimento que foi capaz de vencer preconceitos e reunir pessoas, histórias e caminhos distintos e mostrar que a diferença não precisa segregar e que ela pode fazer os opostos coabitarem.

Sobre o Editor

Antonio Saturnino

Atleta frustrado, jornalista por formação e "cantor" de karaokê nas horas vagas. Sou apaixonado pelas diversas manifestações artísticas, porém com uma relação mais íntima com a música. É ela quem dá ritmo à minha vida e se encarrega de escolher a trilha sonora adequada para cada momento.

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