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Em “Não Vamos Pagar” é possível refletir sobre situações sociais e rir muito

Por Mariana da Cruz Mascarenhas 

Não Vamos Pagar

Foto – Crédito Kelson Spalato

“O preço da carne está um absurdo”, “O valor do tomate aumentou de novo”, “Esses preços do mercado são um verdadeiro assalto, considerando o salário que recebemos”… Quem nunca ouviu ou se pegou falando frases tão corriqueiras no dia a dia? Principalmente no panorama em que nos encontramos, marcado por crise econômica, desemprego e elevação de custos.

Mas esse é um cenário que mais se revela atemporal do que preso a algum determinado período, afinal aumentos salariais desproporcionais a preços altos é uma realidade. Essa atemporalidade é reforçada, por exemplo, na peça escrita pelo grande ator, diretor e dramaturgo italiano Dario Fo (1926-2106) e sua mulher Franca Rame (1929-2013): Não Vamos Pagar.

O espetáculo foi escrito em 1974, utilizando de humor ácido para criticar uma crise política, econômica e social que assolava a Itália naquele período, mas que pode ser perfeitamente aplicável nos dias de hoje, dentro do atual cenário brasileiro. Sendo assim, a peça ganhou uma versão brasileira idealizada e projetada por Virginia Cavendish. Depois de estrear em 2014, no Rio de Janeiro, e percorrer mais de 22 cidades, a comédia estreou no dia 12 de maio em São Paulo, no Teatro Porto Seguro e ficará em cartaz apenas até o próximo dia 22, com direção de Inez Viana.

A peça se inicia com a conversa de duas donas de casa sobre o aumento dos preços. Para resolver a situação, uma delas, junto com algumas domésticas, decidiram saquear os supermercados em protesto ao custo dos alimentos, o que acaba gerando uma grande confusão. É aí que uma sucessão de mal entendidos desenrola-se, denotando a comicidade da peça.

A história é simples e gira em torno de algo surreal de acontecer, mas é cercada de diálogos que enriquecem o enredo pelas críticas à exploração trabalhista, direito de reinvindicações das mulheres, entre outros fatores.

Ao mesmo tempo que incita boas reflexões no público, graças à riqueza textual dos autores, provoca risadas do começo ao fim, não somente pela história, mas, principalmente, pela excelente atuação de cada ator, que, ao seu modo, dentro da proposta cômica do personagem, se mostra hilário. O elenco todo está fantástico e em ótima sintonia, envolvido em seus papéis, enaltecendo a engenhosidade do roteiro. Excelente dica para quem estiver a fim de assistir uma peça que provoque reflexão e ao mesmo tempo nos faça gargalhar o tempo todo.

Serviço:

Não Vamos Pagar

Onde? Teatro Porto Seguro: Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo. Tel: (11) 3226-7300. Bilheteria: de terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.

O Teatro Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Teatro. COMO PEGAR: Na Estação Luz, na saída Rua José Paulino/Praça da Luz/Pinacoteca, vans personalizadas passam em frente ao local indicado para pegar os espectadores.

Quanto? R$ 70,00 plateia / R$ 40,00 balcão e frisas.

Quando? Até 21 de maio. Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h.

Sobre o Editor

Mariana Mascarenhas

Formada em Jornalismo, especialista em Comunicação Organizacional, trabalho atualmente como Assessora de Comunicação. Também concluí cursos de Linguagem Cinematográfica, Teatro e TV, Designer, Fotografia Digital, entre outros. Sou apaixonada por cultura, principalmente por cinema, teatro e exposição, e adoro analisar os filmes, peças e mostras que vejo. Contato: mariana@matracacultural.com.br

Número de Postagens : 204

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