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Elton John e James Taylor: chuva e muita emoção

Por Antonio Saturnino e Dayane Andrade

Depois de se apresentarem no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba, Elton John e James Taylor encerraram a turnê brasileira na noite de ontem, quinta-feira (6), em São Paulo, no Allianz Parque.

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Fotos: MRossi

Taylor abriu o show, quase que pontualmente e fez uma apresentação impecável, mesmo com o dedo quebrado. Algo que entristeceu um pouco os fãs, já que ele não pode tocar violão. No entanto, sua alegria e simpatia contagiaram o público, ele fez questão de arranhar um discurso em português para demonstrar a felicidade em estar de volta ao país.

O quase setentão dançou e compensou a impossibilidade de tocar violão, manejando uma gaita em Steamroller. O backing vocal Arnold McCuller deu um show a parte em Shower the People, sendo ovacionado pelo público. Mexico, Your Smiling Face, Walking Man, Country Road, Today Today Today e Carolina in My Mind também fizeram parte do setlist.

Ao encerrar sua apresentação, Taylor demonstrou mais uma vez sua simpatia, comentando: “calma, daqui a pouco chega o Elton John”. Sejamos honestos, Taylor é fantástico, mas a grande maioria do público era do Elton e ele soube reconhecer isso.

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Foto: MRossi

Elton John subiu ao palco até alguns minutos antes do horário previsto. Usando aquele óculos peculiar e vestindo um fraque com muita purpurina. Acompanhado de seu fiel escudeiro, o piano, ele fez o público dançar, chorar, se emocionar e se molhar, afinal, uma chuva torrencial caiu durante praticamente toda a apresentação. Porém, ainda assim, o público não arredou o pé da arena… Na verdade, alguns arredaram um pouquinho, mais para tentar de forma frustrada se proteger do que para ir embora.

Não foi um show exclusivamente de hits, como muitos esperavam, mas nada tirou o brilhantismo da apresentação. Os momentos mais emocionantes foram durante os poucos grandes sucessos que compuseram a playlist. Your Song, que não poderia faltar, ou muita gente ia pedir o dinheiro de volta, nós não sabíamos se chorávamos ou se era a chuva escorrendo no rosto mesmo! Impossível não se emocionar. Em Skyline Pigeon, ficou difícil diferenciar se a água caia do céu ou brotava dos olhos.

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Foto: MRossi

Mas, eu Antonio, como fã de George Michael que sempre fui  e sempre serei, achei que a coisa ficou séria durante Don’t Let The Sun Go Down On Me. A versão mais famosa desta canção é interpretada por George e Elton John. Não houve mais dúvida, não era apenas a chuva. Eu estava chorando. Já, eu Dayane, percebi que não era chuva, mas lágrimas quando no bis, Elton John toca a maravilhosa Candle in the Wind. Bem, nem preciso dizer o porquê, né?

A chuva nos deixou praticamente encharcados, mas nos mantivemos fiéis até o final do espetáculo. Afinal, como Elton John sabiamente falou, “a chuva são bênçãos caindo sobre nós”.

Sobre o Editor

Antonio Saturnino

Atleta frustrado, jornalista por formação e "cantor" de karaokê nas horas vagas. Sou apaixonado pelas diversas manifestações artísticas, porém com uma relação mais íntima com a música. É ela quem dá ritmo à minha vida e se encarrega de escolher a trilha sonora adequada para cada momento.

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