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Édipo Édipo Édipo

Por Fernanda Beziaco

Olá matraqueiros!!! Não se assustem, hoje sou eu e não a Renniê Paro quem falará sobre teatro aqui no matraca.

Pois é, pois é, pois é… essa quarta quem vem dar pitaco nos espetáculos sou eu!

Obrigada Rê, por me ceder seu espaço hoje.

Ontem, terça-feira, dia 31/05/2011, precisamente último dia do mês de maio, fui convidada por amigos a ir assistir a peça Édipo, em cartaz no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura.

Édipo Rei é uma tragédia grega que já foi, e ainda é, tema para uma série de obras, seja literária, seja teatral, seja complexos explicados por Freud.

A proposta do espetáculo que assisti ontem foi, nas palavras de um dos amigos que me acompanhou, minimalista. Eu, por minha conta, arrisco que foi musical e em alguns momentos chegou a ser enfadonho.

Ok, eu fui esperando uma releitura da história e não a história assim, digamos, tão Sofocliana.

A linguagem e cenário escuro trouxeram um ar, talvez, demasiadamente melancólico. E, melancolia, terça a noite, após o expediente é quase um remédio para dormir.

Contudo, a proposta é interessante, se fosse em um ambiente aberto e de dia, acredito que a combinação seria mais adequada.

De qualquer forma, a atuação do elenco foi boa e a trilha, feita a base de acordeons, me lembrou muito as harpas gregas.

Bom pessoal, no contexto geral é um bom espetáculo. Se você já assistiu outras peças ou releituras de Édipo Rei, de Sófocles, é legal ver,fazer uma comparação e pensar nos aspectos que essa montagem aborda e que as outras não abordam.

Se você não está familiarizado com a história de Édipo, pode ficar um pouco cansado dos diálogos e da condução.

Já sabem, se forem assistir, abram a matraca e se já foram, contem para nós agora!!!

Estou de volta com vocês na próxima sexta…. até lá!

Serviço:

De 3 de maio a 21 de junho de 2011
Terças, às 21h
Duração: 70 minutos
Faixa etária: Recomendado para maiores de 14 anos
Ingresso: R$ 40

Informações técnicas
Com Eucir de Souza, Tania Bondezan, Romis Ferreira, Nilton Bicudo, Daniel Maia, Clóvys Tôrres e Elias Andreato

Autor: Sófocles
Adaptação: Elias Andreato
Música Composta: Daniel Maia
Acordeons: Daniel Maia, Nilton Bicudo e Clóvys Tôrres
Figurino: Laura Huzak e Marc Lab
Desenho de Luz: Wagner Freire
Programação Visual: Elifas Andreato
Arte-Final: João Oliveira
Direção de Produção: Marlene Salgado
Assessoria de Imprensa: Morente Forte Comunicações
Assistente de Direção: André Acioli
Direção Geral: Elias Andreato


Sobre o Editor

Fernanda Beziaco
fernanda@matracacultural.com.br

"Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos" - Carlos Drummond de Andrade

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Comentários (2)

  • Well Castro

    Sim! Foi eu um desses amigos que chamou essa coisa fofa! rs

    E também foi eu que disse que a proposta do espetáculo era minimalista…

    Fe, concordo com tudo que disse, que a linguagem e o cenário escuro trouxeram um ar melancólico, mas, tem um porém, o texto por si só já é melancólico, acredito que intenção foi realmente essa, evidenciar a melancolia, a tristeza, mais do que isso, evidenciar toda a carga dramática de Edipo Rei.

    Todos os elementos usados na peça, foi com essa pura e simples intenção, reforçar a melancolia, não só o cenário escuro, mas, todos figurinos pretos e como voce mesma disse, a trilha sonora, feita a base de acordeons. E discordo quando diz que se o espetáculo fosse em ambiente aberto e de dia, seria mais adequado, não creio que combine com Édipo Rei. Talvez seja porque esse foi o primeiro espetáculo que vi sobre Edipo Rei, mas, apesar de discordar de você, confesso que fiquei com um vontadizinha de ver uma montagem em ambiente aberto e de dia, por que não?

    Beijos!

    • Fernanda Beziaco

      beziaco

      Well, apesar de mencionar as possíveis razões para a melancolia e escuridão excessiva, ainda acredito que foi em demasia.

      Isso, é claro, não passa de minha opinião sobre o meu sentimento em relação a peça.

      Como você bem disse, Édipo é isso, então posso entender que ter um cenário igual a história é praticamente uma redundancia.

      De qqr forma, não foi de todo o mal como eu coloquei no post. Eu já vi outras interpretações e referencias a Édipo, talvez minha visão com esta em especial tenha sido um pouco mais dura.
      ;) venha sempre!

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