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As Noviças Rebeldes

Por Renniê Paro

Quase 30 anos depois da primeira montagem, Wolf Maya traz novamente aos palcos a peça As Noviças Rebeldes, já considerado um fenômeno da dramaturgia musical. Com texto e composições de Dan Goggin o original da comédia musical Off-Broadway estreou em dezembro de 1985 e teve mais de 3600 apresentações, sendo a segunda maior temporada off-Broadway da história. O musical tornou-se um fenômeno internacional, produzido em pelo menos 26 idiomas, com mais de 8.000 produções em diversos países. Mais de 25 mil artistas já desempenharam o papel das freirinhas, não tão santas, em todo o mundo.

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No Brasil, o texto teve sua primeira montagem em 1987, com elenco feminino, e ganhou a primeira versão com elenco totalmente masculino pela Cia Baiana de Patifaria. As duas montagens tiveram direção de Wolf Maya. Dez anos depois, em 1997, a Cia Baiana de Patifaria chegou a se apresentar, por duas semanas, no circuito off-Broadway em Nova York, a convite do autor, recebendo elogios do The New York Times.

As Noviças Rebeldes conta a história de cinco freiras que saíram da Irmandade de Salue Marie para jogar bingo em outro convento. As 52 freiras que ficaram morreram, vítimas de botulismo ao tomarem uma sopa feita com legumes enlatados vencidos. As cinco freiras sobreviventes, ao retornarem, descobrem que o caixa da Irmandade foi desfalcado pela Madre Superiora e que só dispõem de recursos para o funeral de 48 das freiras falecidas. Deixam então as quatro restantes em um freezer (sim, você leu direito) até que consigam arrecadar dinheiro por meio de um show beneficente, para enterrá-las.

Daí em diante, essa comédia musical traz grandes revelações sobre as personalidades das freiras do convento, que realizam um espetáculo repleto de diversão e belo visual com coreografias que vão do balé clássico ao sapateado. Esta é uma ótima oportunidade da nova geração presenciar um dos maiores espetáculos teatrais de todo o mundo.

“Há quem pense que um convento

É feito pra rezar

Mas lá também podemos rir

Morrer de gargalhar

Embora enclausuradas,

Não curtimos dissabor

E cá estamos com vocês,

Mostrando nosso humor.

Aprontamos um rebu,

Se nos chamam de urubu.

Mas hoje temos que assumir,

Nós fazemos rir.

“Diabo, furei o dedo. Que inferno, falei Diabo.

Ah, caguei, também não queria ser freira.”

Irmã! O hábito faz a freira

Mas cuidado com o que diz.

Que grossura!

Porque ser vulgar?

Podemos ser divinas!

Nunsense é nonsense

Nunsense é o nome do show!”

Sobre o Editor

Renniê Paro

Jornalista, assessora de comunicação e poetisa nas horas vagas. Amante de esportes, principalmente artes marciais. Última paixão? O boxe. Encaro os treinamentos como encaro a vida: de frente, sem medo. Unindo a força à inteligência. Teatro, cinema e livros são paixões. Amigos? Poucos e bons, sempre por perto. Família é a base de tudo. A vida? Uma verdadeira diversão, repleta de possibilidades

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